“A mente é a causa de toda falta de paz, de todo desassossego. Paz é quando não existe mente”

Osho

Sempre acreditei que paz de espírito fosse o verdadeiro sentido de felicidade. Está certo que momentos de êxtase e adrenalina nos proporcionam aquela gostosa euforia, mas são estados passageiros.

“Paz de espírito” em inglês se fala “peace of mind”, em tradução livre “paz da mente” e é exatamente isso: a ausência de pensamentos perturbadores, de preocupações, um estado de completa serenidade e plenitude.

Quantas vezes você já se sentiu assim?

Algumas vezes podemos atingir naturalmente esse estado de paz, mas acredite, é possível conseguir através de técnicas, como por exemplo, a meditação.

No inicio a meditação incomoda, pois não sabemos aquietar os pensamentos, mas a persistência e a prática levam à perfeição e independente do que estiver acontecendo em sua vida, é possível atingir verdadeiros estados de paz da mente e uma vida mais feliz.

Confira aqui algumas dicas para quem acha que não consegue meditar.

Osho, no livro Coragem: o prazer de viver perigosamente, nos conta uma história interessante de um homem muito rico que estava em busca de paz de espírito e ele foi atrás de sábio em sábio e todos deram preciosos conselhos, mas não lhe ajudaram em nada.

Um dia, um homem que era considerado um idiota na aldeia disse que o homem rico estava perdendo tempo, e que havia um único sábio capaz de ajudá-lo. Seu nome era Mulla.

Então o homem rico montou em seu cavalo e foi atrás dele levando consigo um saco com todos os seus diamantes dentro.

Encontrou Mulla e perguntou: “Você pode me ajudar a conseguir paz de espírito?”

“Ajudar?” Mulla respondeu. “Posso dá-la a você”.

Então, o homem rico pensou que aquilo estava muito estranho. Primeiro o idiota da aldeia o indicou e então o suposto sábio diz que pode dar a paz de espírito a ele. Disse para Mulla que todos os sábios até ali haviam lhe dado conselhos, como abrir hospitais, ajudar as pessoas.

De fato, tudo isso ajudou, mas não lhe trouxe a verdadeira paz. Ao contrário, até trouxe mais problemas.

Então, Mulla disse: “É muito simples. Desça do cavalo”.

O homem rico desceu do cavalo, segurando seu saco de diamantes.

“O que tem nesse saco?” – perguntou Mulla.

“Diamantes preciosos. Se você conseguir me dar paz de espírito eu lhe darei esse saco”.

E antes de terminar a frase, Mulla tomou o saco dele e fugiu correndo.

O homem rico não podia acreditar. Fora enganado. Toda a sua riqueza havia sido roubada. Montou em seu cavalo e saiu pela aldeia atrás do ladrão. Correu por horas atrás de Mulla, desesperado, arruinado, até que o alcançou.

Assim que se encontraram, Mulla disse:

“Tome esse saco”.

O homem rico pegou o saco e apertou-o contra o peito.

“Como está se sentindo” – perguntou ao homem. “Está sentindo paz de espírito?”.

“Sim, estou em paz – respondeu. – Você é um homem estranho”.

Disse Mulla: “Não são métodos estranho. É pura matemática. Não importa o que tenha, você um dia começa a não dar mais valor àquilo. É só ter uma oportunidade de perder o que tem, para você imediatamente se dar conta do que perdeu. Você não ganhou nada de novo; é o mesmo saco que tem carregado sem paz de espírito. Agora você segura esse mesmo saco perto do coração e qualquer um pode ver no seu rosto que está em paz, um perfeito sábio! Simplesmente vá para casa e não incomode mais ninguém.”

O que passamos a vida buscando? Algo ou alguém que nos traga felicidade e paz. Olhe em volta. Não precisamos de mais nada. É possível ter paz exatamente onde você está agora. Fique atento!

Namastê.

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